Tratamentos de câncer geram fadiga que dura por décadas

Fadiga do câncer

Em um estudo de longo prazo sobre o envelhecimento, pesquisadores confirmaram que as pessoas que sobreviveram a um câncer apresentam maior fadiga física e, em média, caminham mais devagar do que pessoas que nunca precisaram se submeter a uma quimioterapia ou radioterapia.

"O principal objetivo do tratamento do câncer tem sido a sobrevivência, mas estudos como esse sugerem que precisamos também examinar os efeitos a longo prazo sobre a saúde e a qualidade de vida," disse a Dra. Jennifer Schrack, da Universidade Johns Hopkins (EUA).

O sucesso dos tratamentos do câncer tem deixado uma população crescente desses "sobreviventes": a Dra Schrack calcular haver ao menos 16 milhões de sobreviventes do câncer apenas nos Estados Unidos.

Mas os estudos sugerem que os impactos negativos persistentes dos tratamentos contra o câncer geralmente se assemelham a um processo de envelhecimento acelerado, com efeitos que incluem deficiências cognitivas, doenças cardíacas e até cânceres secundários - todos estes fenômenos foram documentados neste monitoramento de longo prazo.

"Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer [dos EUA] sugeriram que olhássemos para esses dados da BLSA [Estudo Longitudinal Baltimore do Envelhecimento, um projeto que recrutou milhares de pessoas nessa cidade dos EUA desde 1958] para ver se havia diferenças em idosos saudáveis sobreviventes de câncer," disse Schrack. "Ficamos surpresos com a magnitude das diferenças que descobrimos."

Desconhecimentos

Infelizmente, conclui a equipe, um eventual tratamento contra a fadiga do câncer não está visível em um horizonte próximo.

Isto porque não há dados suficientes sequer para começar a desenvolver esses tratamentos. Por isso a equipe pretende acompanhar grupos de sobreviventes de câncer para os quais haja mais dados por tipo de tumor, tipo de tratamento e outros fatores importantes.

Esses estudos poderão mostrar os efeitos adversos a longo prazo de diferentes regimes de tratamento do câncer e eventualmente ajudar a revelar os mecanismos biológicos subjacentes a esses efeitos adversos.

Enquanto isso, há sempre a expectativa de que quimioterapias e outros tratamentos contra o câncer menos agressivos sejam desenvolvidos.


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