Nova vacina contra malária passa com sucesso pelo primeiro teste

Nova vacina contra malária passa com sucesso pelo primeiro teste
A melhor resposta imunológica foi apresentada em um grupo de nove pessoas que receberam a dose mais alta da vacina em três aplicações com intervalos de quatro semanas.
[Imagem: Paul Mehnert/University of Tübingen]

Vacina contra a malária

Um novo candidato a vacina contra a malária alcançou uma proteção de até 100% utilizando parasitas da própria doença.

O ensaio clínico inicial demonstrou que a nova vacina, chamada PfSPZ-CVac, foi até 100% eficaz quando avaliada 10 semanas após a última dose.

O feito foi obtido por pesquisadores da Universidade de Tübingen (Alemanha), em colaboração com a empresa de biotecnologia Sanaria Inc.

100% de eficácia

A maioria das vacinas anteriores que foram avaliadas envolvia o uso de moléculas individuais encontradas no patógeno, o parasita Plasmodium falciparum, transmitido pelas fêmeas dos mosquitos Anopheles. Contudo, nenhuma até agora conseguiu proporcionar imunidade suficiente à doença.

Já esta nova vacina incorpora patógenos da malária totalmente viáveis, e não enfraquecidos ou inativados, como geralmente se faz, juntamente com a medicação para combatê-los.

Para este novo ensaio clínico, a equipe chefiada pelos professores Peter Kremsner e Benjamin Mordmüller usou parasitas da malária fornecidos pela Sanaria. O estudo envolveu 67 voluntários adultos saudáveis, nenhum dos quais tivera previamente a malária.

A melhor resposta imunológica foi apresentada em um grupo de nove pessoas que receberam a dose mais alta da vacina em três aplicações com intervalos de quatro semanas. No final do ensaio, todos os nove indivíduos tinham 100% de proteção contra a doença.

"Essa proteção foi provavelmente causada por linfócitos T específicos e respostas de anticorpos aos parasitas no fígado," avaliou o professor Peter Kremsner.

Ensaio na África

Os pesquisadores analisaram as reações imunes e identificaram padrões de proteínas que permitirão melhorar a vacina. O próximo passo será testar sua eficácia ao longo de vários anos, o que será feito em um estudo clínico no Gabão, que será financiado pelo Centro Alemão de Pesquisas sobre Infecções (DZIF).

A malária é uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo. A Organização Mundial de Saúde relata que cerca de 214 milhões de pessoas foram infectadas com malária apenas no ano de 2015. Aproximadamente 438.000 morreram da doença. Cerca de 90% das mortes por malária ocorrem na África.

Estes primeiros resultados promissores foram publicados na última edição da revista Nature.


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