Meditação e Tai Chi inibem genes da inflamação

Meditação e Tai Chi inibem genes da inflamação
Avanços recentes têm permitido rastrear o caminho que as práticas, antes tidas como espirituais, traçam da mente para o corpo.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Meditação altera DNA

A meditação e o Tai Chi não servem apenas para acalmar a mente ou exercitar o corpo - eles também afetam nosso DNA.

Novas evidências comprovam que essas e outras "práticas corpo-mente" atenuam a atividade dos genes associados à inflamação, essencialmente revertendo o dano molecular causado pelo estresse.

Embora existam muitas evidências de que práticas como a meditação da mente alerta aliviam o estresse e protegem contra doenças que vão da artrite à demência, os avanços na tecnologia de pesquisa laboratorial estão permitindo agora demonstrar como essas práticas fazem seu caminho da mente para o corpo.

Um desses avanços recentes está permitindo estudar os padrões de atividade genética dentro das células, abrindo caminho para investigar como a paz interna pode influenciar o sistema imunológico e o risco de doenças.

Genes da inflamação

A equipe da professora Ivana Buric, da Universidade de Coventry (Reino Unido), realizou agora a primeira revisão sistemática de todos os estudos anteriores na área, feitos por cientistas de todo o mundo. Foram analisados 18 ensaios, envolvendo 846 participantes, que vão desde um estudo de Qigong feito em 2005 até um experimento feito em 2014 que avaliou se o Tai Chi influencia a atividade gênica em pessoas com insônia.

Embora a qualidade dos estudos tenha se mostrado variável e os resultados complexos, Buric diz que foi possível detectar um padrão geral claro: Os genes relacionados à inflamação tornam-se menos ativos em pessoas que praticam intervenções mente-corpo.

Os genes controlados por uma proteína essencial, que atua como uma "chave" que liga a inflamação - chamada NF-κB - parecem ser particularmente afetados.

Meditação contra inflamação crônica

A inflamação é a primeira linha de defesa do corpo contra infecções e lesões, mas pode danificar o corpo se ficar acionada tempo demais. Acredita-se que ela seja uma rota importante pela qual o estresse psicológico pode aumentar o risco de desenvolver uma doença.

A inflamação crônica está associada ao aumento do risco de distúrbios psiquiátricos, condições autoimunes, como asma e artrite, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e alguns tipos de câncer.

Os resultados da análise sugerem que intervenções mente-corpo, como a meditação e o Tai Chi podem ajudar a reduzir esse risco de distúrbios relacionados à inflamação, diz Buric: "E não apenas psicológicos, mas mesmo os físicos, como asma ou artrite".


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