Exame universal voluntário pode reduzir AIDS em 95%, diz OMS

Anti-retroviral universal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um estudo que mostra que um exame anual, universal e voluntário, pode reduzir novos casos de infecção com o HIV em 95% em um período de 10 anos.

De acordo com as descobertas, baseadas em um modelo matemático desenvolvido por um grupo de especialistas em HIV da OMS, o exame deve ser imediatamente seguido por um tratamento terapêutico anti-retroviral, independentemente do estágio clínico ou da contagem viral, chamada contagem CD4.

Benefícios para a saúde pública

Os autores do estudo, publicado no jornal científico Lancet, afirmam que o exame universal voluntário também teria benefícios adicionais para a saúde pública, incluindo a redução da incidência de tuberculose e a transmissão do HIV de mães para filhos.

Além disso, o modelo sugere que poderia haver uma redução significativa na morbidez e na mortalidade associadas ao HIV em países com recursos muito limitados e com epidemias generalizadas de HIV.

Estudo teórico

Os autores enfatizam que a natureza teórica do estudo, baseado em dados coletados, e levantam uma série de preocupações com relação às possibilidades práticas de se implantar tal prática, incluindo questões como a proteção dos direitos individuais, a resistência aos medicamentos, a toxicidade e até mesmo os custos financeiros da empreitada.

Recomendações da OMS para a AIDS

A publicação do trabalho por enquanto não altera as recomendações da OMS, que determina a realização de exames voluntários, como a contagem CD4, a fim de se verificar se o paciente deve tomar ou não os medicamentos anti-retrovirais.

O estudo afirma que a melhor solução seria a introdução imediata dos medicamentos, qualquer que seja o resultado do exame. A principal preocupação é que a adoção sistematizada e ampla dos anti-retrovirais possa levar ao desenvolvimento de resistência aos medicamentos.

A OMS planeja realizar uma conferência no início de 2009, reunindo pesquisadores da ética, ativistas dos direitos humanos, médicos, especialistas em prevenção e coordenadores de programas contra a AIDS para discutir esta e outras propostas relacionadas ao uso generalizado da terapia anti-retroviral na prevenção da infecção pelo HIV.


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