Células matadoras naturais preparam o útero para a gravidez

Células matadoras naturais preparam o útero para a gravidez
As células matadoras naturais uNK (cinza) são essenciais para uma implantação adequada do embrião no útero.
[Imagem: Paul J. Brighton et al. - 10.7554/eLife.31274]

Células limpadoras

Cientistas desvendaram o processo por meio do qual as células assassinas naturais do sistema imunológico - elas matam sobretudo invasores - preparam o útero para a gravidez.

Primeiro, os pesquisadores descobriram que as células matadoras uterinas remodelam e renovam o revestimento do útero no momento da implantação embrionária.

A seguir, eles descobriram que este processo nem sempre é equilibrado em cada ciclo, o que promete ajudar a melhorar os tratamentos de reprodução assistida.

As células assassinas naturais atuam alvejando e eliminando células inflamadas, criando espaço para a implantação do embrião. No entanto, algumas vezes não é eliminado um número suficiente dessas células e, outras vezes, um número excessivo delas é removido. A inflamação excessiva ou a limpeza insuficiente feita pelas células assassinas naturais uterinas aumenta a probabilidade de que a gravidez não se sustente, ou seja, que haja um aborto natural.

"Uma boa analogia é o queijo suíço: sem buracos, o embrião não tem para onde ir, o que causará falha na implantação; mas se os buracos forem muito grandes, o tecido fisicamente entrará em colapso e levará ao aborto espontâneo," explicou o Dr. Jan Brosens, da Universidade Warwick (Reino Unido).

Maiores chances de gravidez

Esse desequilíbrio na atuação das células imunológicas, que pode ser de curta duração ou persistir por vários ciclos, explica a alta taxa de falência precoce da gravidez - esse número é grande, apesar da alta taxa cumulativa de natalidade que caracteriza a reprodução humana.

Os dados deste estudo sugerem que as células agudamente estressadas no revestimento do útero são responsáveis por gerar o "sinal de implantação" no útero humano - um fenômeno ainda não totalmente compreendido.

"Esperamos que, no futuro, esta nova informação seja usada para examinar as mulheres em risco de falha reprodutiva. Além disso, nossas descobertas sugerem novas opções de tratamento para mulheres que sofrem abortos espontâneos recorrentes ou insuficiência recorrente na fertilização in vitro".


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