Aroeira vermelha brasileira neutraliza superbactérias

Aroeira vermelha brasileira neutraliza superbactérias
Apesar de ser nativa do Brasil, a aroeira vermelha se propagou por todas as Américas - nos EUA ela ocorre principalmente na Flórida.
[Imagem: Emory University]

Flavona

As frutas vermelhas da aroeira vermelha brasileira (Schinus terebinthifolia) contêm um extrato com o poder de neutralizar as perigosas bactérias resistentes aos antibióticos, responsáveis pela morte de um crescente número de pacientes.

"Os curandeiros tradicionais da Amazônia usam a aroeira vermelha brasileira há centenas de anos para tratar infecções da pele e dos tecidos moles. Nós separamos os ingredientes químicos das bagas e as testamos sistematicamente contra bactérias causadoras de doenças para descobrir um mecanismo medicinal desta planta," conta a pesquisadora Cassandra Quave, da Universidade de Emory (EUA).

Um composto refinado extraído das bagas, rico em flavona, inibiu a formação de lesões cutâneas em animais de laboratório infectados com a bactéria MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina).

O medicamento natural funciona, não matando as bactérias MRSA, mas reprimindo uma proteína que permite que elas se comuniquem umas com as outras. Bloquear essa comunicação impede que as células adotem uma ação coletiva para formar biofilmes, as tão temidas colônias de bactérias resistentes aos antibióticos.

Sem efeitos colaterais

A descoberta pode levar a novas formas de tratar e prevenir as infecções resistentes aos antibióticos, um problema crescente em nível mundial. Algumas das bactérias mais fortes sobrevivem a estes medicamentos e proliferam, passando adiante seus genes e levando a gerações das chamadas superbactérias.

O extrato de aroeira vermelha brasileira não oferece esse risco porque ele funciona simplesmente interrompendo a sinalização das bactérias MRSA, sem matá-las. Os pesquisadores também descobriram que o extrato não prejudica os tecidos da pele dos animais ou as bactérias normais e saudáveis encontradas na pele.

"Ele essencialmente desarma as bactérias MRSA, impedindo que elas excretem as toxinas que usam como armas para danificar os tecidos. O sistema imunológico normal do corpo, em seguida, tem uma melhor chance de curar o ferimento," disse Quave.

Os resultados foram publicados na revista Nature Scientific Reports


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