Tendão de Aquiles é mais do que apenas um tendão

Tendão de Aquiles é mais do que apenas um tendão
O movimento interno no tendão de Aquiles está relacionado à anatomia do tendão - a imagem mostra a estrutura do tendão de Aquiles de um rato. Abreviações: SOL = músculo sóleo, LG = músculo gastrocnêmio lateral e MG = músculo gastrocnêmio mediano.
[Imagem: Taija Finn et al. - 10.1111/sms.13001]

Tendão de Aquiles

O tendão de Aquiles é o tendão mais forte do corpo humano, capaz de suportar cargas superiores a 900 quilogramas durante uma corrida.

Apesar de sua resistência, ele é propenso a ferimentos e ainda não se sabe quais fatores indicam uma boa ou má recuperação dessas lesões.

Agora, experimentos inéditos mostraram que a carga não é distribuída uniformemente em toda a área transversal do tendão de Aquiles. Isso é possível porque o Aquiles serve como um tendão comum para três músculos da panturrilha, que têm diferentes propriedades e funções.

O músculo sóleo se estende e flexiona apenas a articulação do tornozelo, mas o músculo gastrocnêmio (cabeças medial e lateral) também flexiona o joelho. Devido a isso, diferentes partes do tendão de Aquiles podem se mover umas em relação às outras. É como se fosse um tendão composto por vários subtendões internos, cada um com diferentes propriedades mecânicas.

Esses novos dados sobre os movimentos dentro do tendão de Aquiles ajudam a compreender a sua função normal e, desta forma, elucida muito as coisas quando ele não funciona bem, sobretudo nos casos de lesões.

Tendão e músculos

A pesquisa mostrou pela primeira vez que os movimentos relativos dentro do tendão de Aquiles estão associados com a anatomia do próprio tendão. Além disso, a carga exercida pelo músculo sóleo alonga seu respectivo subtendão mais do que a carga do músculo gastrocnêmio, indicando que os subtendões têm rigidezes diferentes.

Os experimentos em animais ajudam a explicar alguns dos resultados relatados em experimentos humanos. Pode ser possível que a diferença de rigidez dos subtendões ajude a maximizar o armazenamento e uso da energia elástica na caminhada, corrida e salto, quando os papéis dos músculos sóleo e gastrocnêmio são ligeiramente diferentes.

Os experimentos, feitos pela equipe dos professores Juutinen Finni (Universidade de Jyvaskyla - Finlândia) e Huub Maas (Universidade Amsterdã - Holanda), foram descritos em um artigo publicado no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports.


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