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16/01/2018 Terapia com eletricidade retarda câncer cerebral fatalRedação do Diário da Saúde![]()
Uma malha de eletrodos afixada na cabeça raspada do paciente pode ser facilmente disfarçada, já que precisa ser usada continuamente. [Imagem: Novocure/Divulgação]
Glioblastoma Colocado sobre o couro cabeludo do paciente, um dispositivo que dispara uma dose contínua de campos elétricos de baixa intensidade mostrou-se capaz de melhorar a sobrevivência e retardar o crescimento de um tumor cerebral fatal. Embora esteja longe de representar uma cura, o tratamento experimental mostrou uma sobrevida para esses pacientes, que tipicamente vão a óbito em pouco mais de um ano. "Este ensaio clínico estabelece um novo paradigma de tratamento que melhora substancialmente o desfecho em pacientes com glioblastoma e que pode ter aplicações em muitas outras formas de câncer," disse o Dr. Roger Stupp, da Universidade Northwestern (EUA), coordenador da equipe. O estudo foi inteiramente financiado pela empresa fabricante do aparelho, incluindo pagamento de salários e honorários aos cientistas. Campos elétricos de tratamento de tumor O novo tratamento experimental para o glioblastoma usa correntes elétricas alternadas, chamadas campos de tratamento de tumor (TTFields), disparadas através de uma série de eletrodos afixados no couro cabeludo raspado do paciente. Exceto por quebras ocasionais e trocas semanais de eletrodos, os pacientes usaram o dispositivo o tempo todo. Conectados por um cabo a um pequeno aparelho alimentado por bateria, os eletrodos fornecem continuamente um campo elétrico que chega ao tecido cerebral. No ensaio clínico, a combinação da terapia de campos elétricos com a quimioterapia padrão permitiu uma melhora na sobrevivência dos pacientes recentemente diagnosticados com glioblastoma. O tempo médio de sobrevivência para aqueles que receberam a terapia experimental foi de 20,9 meses, contra 16,0 meses para os pacientes que receberam apenas o tratamento químico padrão, com uma fração maior de pacientes vivos aos dois, três e quatro anos após o diagnóstico. "Com a terapia [de campos elétricos] combinada com a radiação e a quimioterapia com temozolomida, até 43% dos pacientes com glioblastoma sobreviverão mais de dois anos," disse Stupp. "Em uma doença onde, até 2004, a grande maioria dos pacientes morria no prazo de um ano, este é mais um exemplo de como a pesquisa sistemática e interdisciplinar irá beneficiar pacientes no cuidado diário." Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: https://diariodasaude.com.br/print.php?article=terapia-eletricidade-retarda-cancer-cerebral-fatal A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |