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25/10/2017 Fármaco experimental combate efeitos da malária na gestaçãoCom informações da Agência Fapesp![]()
Os fetos do grupo tratado com inibidor de TLR4 (Figura A) se desenvolveram normalmente, enquanto os do grupo não tratado (Figura B) sofreram restrição de crescimento intrauterino.[Imagem: Renato Barboza et al. - 10.1038/s41598-017-08299-x]
Malária na gravidez A infecção pelo parasita causador da malária durante a gravidez pode não apenas aumentar o risco de aborto e de parto prematuro, como também prejudicar o crescimento do feto no útero, deixando a criança mais suscetível a morrer nos primeiros meses de vida e a desenvolver doenças na vida adulta. O pesquisador brasileiro Renato Barboza e seus colegas da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e da USP descobriram que é possível prevenir todas essas complicações da malária gestacional impedindo a ativação de um receptor específico existente nas células da placenta: o TLR4 (receptor do tipo Toll-4). Durante a gestação, os protozoários do gênero Plasmodium tendem a se acumular na placenta - região com alta irrigação sanguínea. É essa inflamação na placenta que impede a passagem de quantidades adequadas de oxigênio e nutrientes para o feto. Mesmo após a infecção ser debelada pelo tratamento com drogas antiparasitárias, a inflamação pode persistir até o fim da gestação, uma vez que fragmentos do parasita ficam depositados no tecido, podendo ativar os receptores TLR4. "Foi demonstrado que o tratamento padrão, feito apenas com antiparasitários, não é suficiente para evitar as complicações da malária gestacional. Nossa proposta não é substituir esses medicamentos e sim acrescentar ao esquema terapêutico fármacos capazes de impedir a ativação de TLR4," disse o professor Cláudio Marinho, coordenador do trabalho. Bloqueador de TLR4 Em testes feitos com camundongos, a estratégia mostrou-se bem-sucedida. O tratamento com a droga experimental IAXO-101, que atua bloqueando o TLR4, evitou que as fêmeas infectadas pelo Plasmodium berghei desenvolvessem lesões placentárias e possibilitou que a prole nascesse com a mesma média de peso observada nos animais do grupo controle (não infectados). Já os filhotes das fêmeas infectadas e tratadas apenas com placebo apresentaram no nascimento uma redução de peso que variou de 20% a 30% quando comparados ao controle. Além disso, o tratamento com IAXO-101 também reduziu no sangue materno os níveis de uma molécula inflamatória conhecida como TNF-α (fator de necrose tumoral alfa), considerada danosa durante a gestação. Nesses primeiros testes com animais, a substância mostrou-se segura e não apresentou efeitos para a prole mesmo nas fêmeas não infectadas. "Atualmente, não há drogas aprovadas para uso humano que sejam capazes de bloquear TLR4. E ainda serão necessários mais estudos com animais para garantir a segurança de um teste clínico com IAXO-101 ou qualquer outra molécula capaz de inibir TLR4," ressaltou o pesquisador. Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: https://diariodasaude.com.br/print.php?article=farmaco-experimental-combate-efeitos-malaria-gestacao A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |