12/07/2017

Técnica extrai compostos bioativos da quebra-pedra

Com informações da Unicamp
Técnica extrai compostos bioativos da quebra-pedra
A espécie Phyllanthus amarus, popularmente conhecida como quebra-pedra, tem mais usos do que a dissolução dos cálculos renais. [Imagem: Antoninho Perri/Unicamp]

Lignanas

Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) identificaram uma técnica mais produtiva para extração dos compostos bioativos da planta medicinal conhecida como quebra-pedra.

Tradicionalmente usada contra pedras nos rins, a quebra-pedra (Phyllanthus amarus) também já se mostrou eficiente como hepatoprotetora, como anti-inflamatória e esquistossomicida, ou seja, atua no combate ao parasita Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose.

O pesquisador Rúbner Gonçalves Pereira testou duas diferentes técnicas para a extração das lignanas, compostos bioativos presentes na planta medicinal: a técnica de líquidos pressurizados e a técnica de fluidos supercríticos.

O segundo método proporcionou o melhor resultado, tendo sido responsável pela obtenção de extratos com até 35% da substância ativa, índice considerado muito significativo para um extrato bruto, ainda sem purificação. A primeira técnica não conseguiu extrair nem 1% das lignanas.

"Obviamente, ainda temos um longo caminho a cumprir antes de desenvolver um fármaco a partir das lignanas. Mas já demos um passo importante," disse Rúbner.

Solvente ideal

De acordo com o pesquisador, os dois métodos testados por ele são novos em comparação com outros que vêm sendo aplicados pela indústria há várias décadas.

Tanto os líquidos pressurizados quanto os fluidos supercríticos têm sido empregados pela indústria em outros países, mas no Brasil essas técnicas por enquanto são utilizadas somente em escala laboratorial.

"São tecnologias bem interessantes porque melhoram as características dos solventes e aceleram o tempo de extração, em comparação com as técnicas convencionais", explica o autor da tese.

De modo simplificado, para extrair compostos de uma planta é preciso encontrar um solvente capaz de solubilizar as substâncias de interesse. O resultado vai depender do grau de interação entre os solventes e os compostos.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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