12/07/2017

Rede social supervisionada conecta pessoas com deficiência

Com informações da USP
Rede social supervisionada conecta pessoas com deficiência
[Imagem: USP/Divulgação]

Rede socializante e informativa

Uma rede social na qual pessoas com deficiência e seus familiares podem compartilhar suas experiências, conhecer novas pessoas e encontrar informações de qualidade sobre a sua condição.

Essa é a proposta da D+eficiência, um projeto que está sendo desenvolvido pela Escola de Enfermagem da USP em Ribeirão Preto (SP) em parceria com as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Pará (UFPA), do Oeste do Pará (Ufopa) e a Universidade de Dortmund, na Alemanha.

Além dos pacientes e familiares, cuidadores e profissionais da área também podem participar da rede social. Para utilizá-la, é necessário apenas a criação de um perfil para interagir com as pessoas por meio de postagem de fotos, vídeos, reportagens e artigos.

O principal benefício da plataforma, segundo seus criadores é a presença de conteúdos confiáveis, com supervisão constante de profissionais da saúde.

A intenção do projeto é permitir que pessoas com deficiência compartilhem suas dificuldades e dessa forma recebam auxílio no processo de reabilitação, inclusão social e autonomia.

Espinha bífida

A D+eficiência surgiu a partir da pesquisa da professora Fabiana Faleiros Castro.

Durante seu estudo, a professora percebeu que pessoas com espinha bífida, que é a má-formação das vértebras que recobrem a medula espinhal, sentiam dificuldade para realizar o cateterismo vesical intermitente (CI), ou seja, a coleta da urina por meio de um cateter que vai desde a uretra até a bexiga, procedimento necessário para quem tem essa condição.

Por causa dessa dificuldade, Fabiana notou que os alemães utilizavam fóruns virtuais para trocar informações sobre CI, o que a impulsionou para a criação da rede social D+eficiência.

Rede social supervisionada conecta pessoas com deficiência

[Imagem: USP/Divulgação]

"Ao constatar o uso de fóruns virtuais, pelos participantes alemães, como instrumento de educação e apoio aos indivíduos e suas famílias na realização do CI, surgiu a motivação para aprofundar estudos sobre novas tecnologias educacionais, voltadas para a reabilitação de pessoas com espinha bífida," contou ela.

Agora, a D+eficiência já e uma rede social que abrange não só a condição das pessoas com espinha bífida, mas qualquer deficiência. "Esse tipo de estratégia, uma rede acessível de apoio e aprendizagem virtual, pode contribuir com a reabilitação e, consequentemente, com participação e qualidade de vida das pessoas com deficiência e seus familiares," concluiu Fabiana.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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