24/08/2017

Três plantas medicinais mostram potencial para tratar câncer

Redação do Diário da Saúde
Três plantas medicinais mostram potencial para tratar câncer
Dina Hajjar comprovou propriedades anticancerígenas em pelo menos três plantas utilizadas pela medicina tradicional na Arábia Saudita.[Imagem: KAUST 2017]

Sabedoria tradicional

Buscando expandir o arsenal de tratamentos para o câncer, uma equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah investigou o potencial biológico (bioatividade) de uma variedade de plantas utilizadas pela medicina tradicional na Arábia Saudita.

O uso de ervas medicinais é comum no país, explica a pesquisadora Dina Hajjar: "No entanto, quase não há estudos científicos. O povo saudita tende a usar informações herdadas de suas famílias para decidir sobre usar essas plantas, sem conhecimento validado de sua atividade biológica ou química".

Depois de começar com 52 plantas reconhecidas popularmente, Hajjar selecionou três que se mostraram particularmente promissoras: Juniperus phoenicea (conhecida em fitoterapia como Arar ou zimbro fenício), Anastatica hierochuntica (conhecida como Kaff Maryam ou Rosa de Jericó) e Citrinull colocynthis (conhecida como Hanzal ou pepino amargo).

Topoisomerase

A equipe usou uma técnica chamada perfil fenotípico para avaliar a atividade anticancerígena das três plantas medicinais. Essa abordagem compara os perfis citológicos de frações retiradas das plantas com um conjunto de compostos de referência com mecanismos de ação já conhecidos.

Isso permitiu comprovar que essas três plantas contêm potentes substâncias anticancerígenas, mais especificamente inibidores da topoisomerase, que são compostos que podem bloquear as enzimas topoisomerase, que controlam mudanças no DNA.

Contudo, serão necessárias várias outras etapas antes que estes compostos sejam devidamente testados e colocados à disposição dos médicos para tratamentos clínicos contra o câncer.

"Os compostos ativos identificados no estudo precisarão ser avaliados e melhor caracterizados. Além disso, os compostos ativos precisam ser sintetizados e testados in vivo," disse Hajjar.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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