20/03/2017

Nanoimplante traz nova esperança de restaurar visão

Redação do Diário da Saúde

Visão de qualidade

Um novo tipo de prótese para a retina coloca mais perto da realidade a esperança de restaurar a visão com uma qualidade comparável à visão normal.

Restaurando diretamente a capacidade dos neurônios da retina para responder à luz, quando totalmente desenvolvida a tecnologia poderá ajudar pacientes que sofrem de doenças neurodegenerativas que afetam a visão, incluindo a degeneração macular, retinite pigmentosa e a perda de visão devido ao diabetes.

Apesar dos grandes avanços no desenvolvimento das próteses da retina nas últimas duas décadas, os dispositivos atualmente no mercado para ajudar os cegos a recuperar uma visão funcional ainda têm um desempenho muito limitado - bem abaixo do limiar de acuidade visual de 20/200 que define legalmente a cegueira.

"Queremos criar uma nova classe de dispositivos com capacidades drasticamente melhoradas para ajudar as pessoas com deficiência visual," disse o professor Gabriel Silva, da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA).

Prótese para retina

A nova prótese baseia-se em duas tecnologias inovadoras. Uma consiste em matrizes de nanofios de silício que simultaneamente detectam a luz e estimulam eletricamente a retina de acordo com a luz detectada. Os nanofios dão à prótese uma resolução mais elevada do que qualquer coisa conseguida por outros dispositivos - próxima do espaçamento denso dos fotorreceptores na retina humana.

O outro avanço é um aparelho sem fios para transmitir a energia e dados para os nanofios. Com isto, o sistema dispensa as câmeras e sensores externos existentes nas próteses retinianas atuais, que dependem dos sensores para capturar cada cena visual e depois transformá-la em sinais para estimular os neurônios da retina.

Nanoimplante traz nova esperança de restaurar visão
Os nanofios (esquerda) são agrupados para formar os eletrodos, facilitando o implante (direita).
[Imagem: Sohmyung Ha et al. - 10.1088/1741-2560/13/5/056008]

Os nanofios de silício imitam os cones e bastonetes sensíveis à luz da retina, estimulando diretamente as células no fundo do olho. Eles são montados em uma grade de eletrodos, diretamente ativados pela luz e alimentados por um único sinal elétrico transmitido pela conexão sem fios. Esta tradução direta e local da luz incidente em estimulação elétrica tornou a arquitetura mais simples e fácil de ser ampliada para cobrir áreas maiores da retina.

Por enquanto, os pesquisadores demonstraram o funcionamento do seu protótipo apenas em uma retina de rato interagindo com a prótese in vitro. O próximo passo será implantá-la em animais vivos.

O trabalho foi detalhado em um artigo publicado no Journal of Neural Engineering.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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