21/03/2018

Médicos preferem áreas ricas, enfermeiros preferem áreas necessitadas

Redação do Diário da Saúde
Médicos vão mais para áreas ricas, enfermeiros mais para áreas necessitadas
Enfermeiros e enfermeiras dispõem-se mais a trabalhar nas áreas mais necessitadas.[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Mais médicos, por favor

A falta de médicos em cidades pequenas e áreas pobres e rurais é bem conhecida e estudada em todo o mundo, existindo a noção de que os médicos não se interessam em exercer sua profissão onde a necessidade de cuidados de saúde é maior, menos ainda nas comunidades mais pobres e não-saudáveis.

O Programa Mais Médicos no Brasil foi uma forma bem-sucedida de enfrentar esse problema e, apesar da oposição da classe médica, já serve como referência em nível mundial.

Mas será que o mesmo é verdade para outros profissionais de saúde, como enfermeiros, auxiliares de enfermagem e auxiliares médicos?

"A força de trabalho de saúde hoje é uma mistura eclética de diferentes cuidadores. Acreditamos que seria interessante ver se outros profissionais, como de enfermagem e assistentes médicos, só estabelecem suas práticas em comunidades mais afluentes, como os médicos," disse o professor Matthew Davis, da Universidade de Michigan (EUA).

Enfermeiros seguram as pontas

Para verificar isto, Davis e sua equipe compararam o número de médicos, assistentes médicos, profissionais de enfermagem e quiropráticos em municípios com diferentes níveis de renda e situação de saúde nos EUA - a expectativa de vida foi usada como indicador da necessidade de cuidados de saúde das comunidades.

Os resultados mostram que, de fato, mais médicos, assistentes médicos, enfermeiros e quiropráticos estão disponíveis nas áreas mais afluentes e com expectativa de vida já alta.

No entanto, há proporcionalmente mais profissionais de enfermagem nas áreas de baixa renda, com baixa expectativa de vida, do que médicos.

Nas áreas mais ricas, há 30% mais médicos do que na média, mas um "excesso" de apenas 15% de profissionais de enfermagem. Por outro lado, nas áreas mais necessitadas, há 50% mais profissionais de enfermagem do que médicos, de certa forma suprindo uma parte da necessidade destes.

"Foi um prazer ver isto," disse Davis. "A força de trabalho de enfermagem parece ter alguns efeitos positivos. Nosso trabalho mostra que os profissionais de enfermagem são mais propensos a se estabelecer em áreas de maior necessidade, e outros estudos mostraram que eles suprem uma quantidade substancial dos cuidados para os indivíduos com doenças crônicas."

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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