15/09/2017

Abacate melhora saúde cognitiva

Redação do Diário da Saúde
Abacate melhora saúde cognitiva
Os abacates Hass são uma variedade menor, de casca mais escura e irregular, e são ricos em vários compostos saudáveis, entre os quais a luteína.[Imagem: Cortesia Haas Avocado Board]

Luteína

O consumo diário de um pequeno abacate melhorou a função cognitiva de idosos saudáveis.

Mas o potencial de melhoria provavelmente se estenda a outras faixas etárias, já que os benefícios advêm de uma substância presente no abacate, chamada luteína.

A luteína é um carotenoide, ou pigmento, comumente encontrado em frutas e vegetais, e que se acumula no sangue, nos olhos e no cérebro, atuando como agente anti-inflamatório e antioxidante.

Neste experimento, realizado com pessoas com mais de 50 anos de idade, constatou-se um aumento dos níveis de luteína no cérebro e nos olhos, com efeitos positivos sobre as funções mentais - o estudo não envolveu aferições da qualidade visual.

Saúde ocular e saúde cerebral

A equipe da professora Elizabeth Johnson, na Universidade Tufts (EUA), rastreou 40 adultos saudáveis que comeram um abacate fresco por dia durante seis meses.

Os abacates usados no experimento, do tipo Haas, possuíam em média 369 microgramas de luteína. Os abacates Hass são a variedade menor, de casca mais escura e irregular - já se sabia que essa variedade de abacate reduz o colesterol mais que a dieta.

Ao final dos seis meses, os voluntários apresentaram um aumento de 25% nos níveis de luteína em seus olhos e cérebro e melhoraram significativamente a memória de trabalho e as habilidades de resolução de problemas. A luteína acumulada foi mais do que o dobro do verificado em voluntários que consumiram suplementos desse composto, em lugar dos abacates.

"Os resultados deste estudo sugerem que as gorduras monoinsaturadas, fibras, luteína e outros compostos bioativos tornam os abacates particularmente efetivos para enriquecer os níveis de luteína neural, o que pode proporcionar benefícios não só para a saúde ocular, mas para a saúde cerebral," disse a professora Elizabeth Johnson.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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