Zika danifica placenta, o que pode explicar má-formações dos bebês

Zika danifica placenta, o que pode explicar má-formações dos bebês
Esta ilustração de uma placenta mostra como o vírus zika pode afetar o útero materno. Os vasos sanguíneos maternos que alimentam a placenta (A) tornam-se mais estreitos e limitam o fluxo sanguíneo para o feto. As vilosidades tipo folha (C), que permitem que um feto receba sangue rico em oxigênio, absorvam nutrientes e eliminem os resíduos, também se danificam. Visto sob um microscópio (D), as células representativas que compõem as vilosidades da placenta também ficam danificadas quando uma mãe grávida é infectada com zika.
[Imagem: OHSU]

Zika na placenta

Embora o vírus zika tenha-se tornado mundialmente conhecido pelo recente surto que provocou o nascimento de crianças com microcefalia no Brasil, os cientistas têm lutado para explicar como o vírus afeta o bebê à medida que ele cresce no útero.

Eles já haviam descoberto que o zika consegue atravessar a placenta para chegar ao feto, mas essa está longe de ser a história toda.

Novos experimentos mostraram agora que o vírus ataca e danifica a própria placenta, que é o órgão dentro do útero da mulher que protege e alimenta o bebê em crescimento.

O efeito foi visto em cinco macacas rhesus grávidas que foram infectadas pelo vírus zika. O vírus fez com que os tecidos placentários engrossassem e inflamassem.

Como resultado, menos oxigênio foi transportado pela placenta para o bebê.

A diminuição dos níveis de oxigênio na placenta pode prejudicar o desenvolvimento fetal e, finalmente, a saúde de um bebê após o nascimento.

"O papel da placenta é proteger e fornecer nutrição ao bebê em crescimento para uma saúde ótima. É preocupante quanto dano o vírus zika consegue fazer na placenta," comentou o Dr. Antonio Frias, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon (EUA).

Mecanismos desconhecidos

A equipe também confirmou que o vírus zika pode passar prontamente da mãe para bebê, atravessando a placenta, e permanecer no bebê a longo prazo, levando a uma infecção crônica no útero.

Esses resultados trazem novas informações importantes para ajudar a desvendar todos os detalhes dos mecanismos pelos quais o vírus zika causa vários impactos à saúde do bebê, da microcefalia a problemas neurológicos e oculares.


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