Transfusão de sangue ficará mais segura com plaquetas geradas a partir de células-tronco

Riscos na doação de sangue

Células sangüíneas responsáveis pela coagulação do sangue, as chamadas plaquetas, podem cair a níveis perigosos em doenças como a anemia e em pacientes passando por tratamentos de quimioterapia.

Para substituir essas células críticas, os médicos filtram as plaquetas do sangue de doadores, mas essa prática pode aumentar o risco de transmissão de infecções sangüíneas e causar outros efeitos colaterais em pacientes que necessitam de transfusões freqüentes.

Plaquetas de células-tronco embrionárias

Para resolver esses problemas, os cientistas estão tentando gerar plaquetas a partir de linhagens de células-tronco embrionárias. Mas as células-tronco também dão origem a outros tipos de células, que tendem a superar rapidamente as plaquetas em número.

Um grupo de pesquisadores japoneses resolveu este problema com um refinamento simples: eles começaram com uma população de células-tronco que já havia "se decidido" a se transformar em plaquetas.

Enzimas

Outro problema em gerar plaquetas a partir de células-tronco é que as plaquetas resultantes freqüentemente falham em formar cicatrizes adequadamente. Este defeito pode ser causado pela presença de enzimas que capturam as proteínas adesivas da superfície das células, impedindo-as de aderirem umas às outras ou às paredes dos vasos sangüíneos.

Os pesquisadores descobriram essas enzimas em culturas de laboratório e demonstram que o seu bloqueio restaura as funções das plaquetas quando as células foram injetadas em camundongos feridos. Os cientistas agora planejam testar se a mesma técnica funciona em humanos.


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