Sonda de luz detecta 100% das células de câncer durante cirurgia

Sonda de luz detecta 100% das células de câncer durante cirurgia
A sonda diferencia as células cancerosas (em vermelho) das células normais, permitindo sua remoção.
[Imagem: Frédéric Leblond/Kevin Petrecca]

Sonda Raman

Pacientes com câncer terão maior expectativa de vida e risco reduzido de recorrência graças a uma sonda de espectroscopia desenvolvida por pesquisadores de quatro universidades canadenses.

O aparelho é uma sonda de espectroscopia Raman portátil, um equipamento que usa modos controlados de luz para detectar com precisão praticamente todas as células de câncer em tempo real durante a cirurgia.

O equipamento já se mostrou eficaz nos testes iniciais em pacientes com câncer cerebral, de cólon, pulmão e pele.

100% de sensibilidade

Nos testes intra-operatórios, a sonda de espectroscopia óptica multimodal detectou células de câncer sem falhas - com praticamente 100% de sensibilidade. Em outras palavras, quando apontada para uma região cancerosa, a sonda não produziu nenhuma leitura errada.

"Minimizar, ou eliminar completamente, o número de células cancerosas durante a cirurgia é uma parte crítica do tratamento do câncer, mas detectar células cancerosas durante a cirurgia é um desafio," explica o Dr. Kevin Petrecca, da Universidade Politécnica de Montreal. "Muitas vezes, é impossível distinguir visualmente o câncer do cérebro normal, então frequentemente restam células de câncer invasivas após a cirurgia, levando à recorrência do câncer e a um prognóstico pior. Minimizar cirurgicamente o número de células cancerosas melhora os resultados para o paciente".

"A sonda que nós projetamos permite a detecção de quase 100% das células cancerosas no cérebro. Este é um avanço muito importante. Também conseguimos demonstrar a eficácia da nossa tecnologia no tratamento de outras formas de câncer. Isto significa que mais pacientes irão se beneficiar de um melhor diagnóstico, de um tratamento mais efetivo e um menor risco de recorrência," destacou o Dr. Frederic Leblond, da Universidade de Montreal.

Testes clínicos

A primeira geração da sonda, lançada pela equipe há dois anos, já está passando por um ensaio controlado randomizado envolvendo pacientes com gliomas.

A equipe agora vai esperar os resultados desse primeiro ensaio para estabelecer o protocolo para um próximo ensaio clínico da sonda multimodal de segunda geração.


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