Radioterápico volta a ser distribuído no Brasil

Radioterápico volta a ser distribuído no Brasil
O reator canadense NRU, um dos principais produtores mundiais de molibdênio-99, interrompeu seu funcionamento por problemas técnicos.
[Imagem: NRU]

Medicamento para radioterapia

O Instituto de Pesquisa Energética e Nucleares (Ipen), voltará a receber o molibdênio-99 no próximo domingo (6).

Esse elemento é a matéria-prima para a produção do medicamento radioterápico para tratamentos de câncer e de cardiologia e estava em falta há vários meses devido a uma crise no fornecimento internacional do produto.

O molibdênio-99 é usado na produção de geradores de tecnécio-99m, responsáveis pelos serviços de medicina nuclear para diagnóstico de várias doenças, especialmente na área cardiológica e oncológica.

O molibdênio-99 vai ser processado no domingo (6) e distribuído para os geradores na segunda-feira (7). O material sai calibrado em quantidade que supre aproximadamente 30% da demanda nacional, de acordo com o fornecimento usual nas últimas semanas.

Cooperação argentina

O Ipen vem enfrentando dificuldades na distribuição do molibdênio-99 devido a problemas técnicos no reator nuclear da Comissão de Energia Atômica da Argentina (CNEA), que tem fornecido esse elemento químico ao Brasil.

Entretanto, o religamento do reator argentino permitiu retomar a distribuição dos geradores. A Argentina tem disponibilizado desde maio toda sua produção excedente para o Brasil.

Crise no fornecimento de radioterápicos

Em maio deste ano, o reator canadense NRU, um dos principais produtores mundiais de molibdênio-99, interrompeu seu funcionamento por problemas técnicos e a previsão mais recente é de que ele volte a operar apenas no primeiro trimestre de 2010.

Em julho, o reator o HFR-Petten, da Holanda também parou. Juntos, fornecem 64% do molibdênio-99. O reator holandês já voltou a operar, porém no início de 2010 tem interrupção programada por pelo menos seis meses.

Além dos reatores canadense e holandês, apenas outros dois produzem comercialmente molibdênio-99: o Safari, na África do Sul, e o BR2, na Bélgica. A falta de molibdênio-99 tem impactado serviços de medicina nuclear em todo o mundo.


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