Qigong mental é tão bom quanto a prática física

Qigong mental é tão bom quanto a prática física
Concentrar-se na prática é tão benéfico que é possível fazê-la em qualquer lugar - mesmo sem se mexer.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Exercício dos cinco animais

Nas últimas décadas, as técnicas científicas ocidentais vêm documentando largamente os benefícios para a saúde das antigas técnicas de meditação orientais.

Um exemplo é o Qigong (pronuncia-se qui kung ou chi kung), uma série de exercícios com a finalidade de estimular e promover uma melhor circulação da energia vital (Qi) no corpo.

Uma das técnicas mais populares é conhecida como exercício dos cinco animais (Wuqin Xi), na qual os participantes se movem sequencialmente através de poses que representam a forma de diferentes animais, mantendo cada postura por vários minutos.

Durante cada fase, os praticantes devem procurar regular sua respiração e suas mentes, como "se tornando" cada animal, imitando seus comportamentos e expressões.

Embora este seja um esforço desafiador, os benefícios são significativos. Experimentos comprovaram que a prática do Qigong pode reduzir sentimentos de depressão e ansiedade, diminuir a pressão arterial e aumentar os sentimentos de relaxamento e atenção.

Prática mental

Mas o que fazer se a pessoa não tem a habilidade física para praticar essa técnica - por limitações devido a um acidente ou pelo avançar da idade, por exemplo?

Diana Henz e Wolfgang Schöllhorn, da Universidade de Mainz (Alemanha), envolvidos há anos na aplicação terapêutica da técnica, tiveram então uma ideia inusitada: e se colocássemos os pacientes para praticar a técnica Wuqin Xi apenas mentalmente, será que eles teriam os mesmos benefícios?

Segundo eles, isso pode ser importante não apenas para os pacientes e idosos, mas também para os praticantes que querem aproveitar momentos de ociosidade em locais onde seria impraticável fazer os exercícios, como no ponto de ônibus ou em uma sala de espera.

Qigong mental

No experimento de treinamento mental, os voluntários deviam realizar a sequência de movimentos mentalmente, buscando imaginar todas as sensações da prática real. Além disso, eles precisavam aplicar a mesma técnica de respiração na prática mental que a aplicada no treinamento físico.

Depois de realizar uma extensa série de medições de eletroencefalograma e testes estatísticos, a dupla concluiu que os efeitos destes dois tipos de Qigong - físico e mental - manifestam-se no cérebro de forma muito semelhante, gerando o mesmo padrão de ondas cerebrais alfa e teta.

"A prática mental da técnica dinâmica Qigong Wuqin Xi tem o mesmo efeito na atividade cerebral que o treinamento físico. Em ambos os casos - prática física ou apenas mental - as ondas alfa e teta aumentaram de forma benéfica. Isto foi particularmente verdadeiro quando as pessoas praticavam o Qigong com os olhos abertos, em vez de fechados," escreveram eles em seu artigo, publicado na revista Frontiers in Psychology.


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