Primeira esperança de tratamento para a dor neuropática

Primeira esperança de tratamento para a dor neuropática
Os neurônios responsáveis pelo sensibilidade ao toque suave aparecem em verde - eles ficam ao redor dos folículos capilares, que aparecem em verde-claro.
[Imagem: Dhandapani et al. - 10.1038/s41467-018-04049-3]

Dor neuropática

Cientistas identificaram a população de células nervosas na superfície da pele que são responsáveis pela sensibilidade ao toque suave.

Isso é importante porque são esses neurônios musculares que causam dores extremamente fortes em pacientes com dor neuropática.

Imagine o movimento de um único pelo no braço - por toque ou mesmo por uma brisa - causando uma dor intensa. Esta é a realidade dos pacientes com dor neuropática, uma doença crônica para a qual não existe tratamento.

A boa notícia é que a equipe do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL) de Roma (Itália), que descobriu os neurônios de alta sensibilidade, também descobriu uma forma de anular seus efeitos, abrindo caminho para um tratamento para essa condição.

Fototerapia contra dor

A equipe desenvolveu uma substância química sensível à luz que se liga seletivamente a esse tipo de célula nervosa. Primeiro a substância química é injetada na área afetada da pele e, em seguida, a pele é iluminada com luz infravermelha. Com essa fototerapia, as células-alvo se retraem da superfície da pele, aliviando a dor.

Existem muitos tipos diferentes de células nervosas na pele, que nos fazem sentir sensações específicas, como vibração, frio, calor ou dor normal. Essas células não são afetadas pelo tratamento de luz. A pele só é dessensibilizada ao toque mais suave, como uma brisa, cócegas ou um inseto andando pela pele.

"É como comer um curry forte, que queima as terminações nervosas da boca e as dessensibiliza por algum tempo," compara o professor Paul Heppenstall, coordenador da equipe. "O bom da nossa técnica é que podemos alvejar especificamente o pequeno subgrupo de neurônios que causa dor neuropática."

Os testes até agora foram feitos apenas em animais de laboratório, mas a composição geral do tecido e as especificidades dos neurônios parecem ser semelhantes com os da pele humana, indicando que o método pode ser eficaz no controle da dor neuropática em humanos.

"No final, nosso objetivo é resolver o problema da dor tanto nos seres humanos como nos animais," disse Heppenstall. "É claro que muito trabalho precisa ser feito antes que possamos fazer um estudo similar em pessoas com dor neuropática. É por isso que agora estamos procurando ativamente parceiros e estamos abertos a novas colaborações para desenvolver ainda mais esse método, com a esperança de um dia usá-lo na clínica."


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