Para se manter ativo, desfrute dos exercícios. Veja como

Para se manter ativo, desfrute dos exercícios. Veja como
Atividades físicas devem trazer prazer, e não sofrimento.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Alta intensidade e baixo prazer

O treino intervalado de alta intensidade (TIAI) tem feito sucesso graças a um apelo interessante: dê tudo de si por cerca de um minuto e colha os benefícios de uma seção de exercícios físicos de 45 ou 60 minutos. Com uma promessa como essa, é fácil entender por que as pessoas estão dispostas a experimentá-lo.

Mas essa aparente vantagem vem com um porém: o treinamento de alta intensidade garante um nível elevado de descontentamento com os exercícios físicos.

"Se você pode pegar uma hora de exercício e espremê-la em um minuto, há um preço a pagar. O preço são os 100% de intensidade. É inegável que a experiência será desagradável," ressalta o professor Panteleimon Ekkekakis, da Universidade Estadual de Iowa (EUA).

E, se é desagradável, um número bem pequeno de pessoas irá aderir à prática a longo prazo.

"Temo que esses programas enviem mensagens erradas de saúde pública," disse Ekkekakis. "As pessoas que podem manter esse tipo de treinamento são uma pequena minoria. A maioria das pessoas está com excesso de peso, sedentarismo e não está com atividade suficiente. O único objetivo que faz sentido é adotar um tipo e quantidade de exercícios que ajude essas pessoas a incorporar o exercício em sua vida diária para que elas possam ser ativas para o resto da vida."

Prazer com os exercícios

Para auferir o nível de bem-estar associado com a prática física, Ekkekakis e sua colega Emily Decker mediram os níveis de prazer e divertimento durante e depois de dois exercícios que queimam o mesmo número de calorias: um treino de alta intensidade intervalado e uma rotina de exercícios contínuos mais longa, de intensidade moderada.

Os pesquisadores recrutaram intencionalmente pessoas que estavam inativas e acima do peso, para testar se o exercício de alta intensidade seria uma opção viável como opção de saúde pública.

Os resultados: as pessoas relataram maior prazer e mais divertimento com os exercícios de intensidade moderada do que com aqueles de alta intensidade.

"A mensagem de 'comprimir o esforço' perpetua a ideia de que fazer exercícios é uma tarefa árdua. Queremos quebrar a associação do exercício como punição, como algo desagradável, algo a tolerar ou uma pílula amarga que você tem que engolir," disse Ekkekakis. "Por exemplo, em vez de ver um passeio de bicicleta como exercício, queremos que as pessoas pensem nisso como uma chance de desfrutar do ar livre ou passar o tempo com a família."

Como curtir os exercícios físicos

O conselho dos pesquisadores para sentir prazer em se exercitar, porém, aproveita um pouco do que propõem os treinos de alta intensidade: Comece forte - mas não com força total, como no TIAI - e vá diminuindo a intensidade ao longo do treino.

Veja o que os experimentos mostraram quando os voluntários fizeram dois exercícios diferentes de 15 minutos em uma bicicleta:

  • 1.

    Aqueles que começaram com uma intensidade vigorosa e desceram até uma intensidade muito baixa relataram aumento do prazer durante e após o exercício.

  • 2.

    Até sete dias depois, esses mesmos voluntários ainda lembravam-se do exercício como uma experiência positiva e esperavam sentir-se bem nos exercícios futuros.

  • 3.

    Aqueles que começaram com uma intensidade muito baixa e aumentaram até uma intensidade vigorosa no final do exercício, como as pessoas normalmente são instruídas a fazer, sentiram-se progressivamente piores, perceberam o treino como menos agradável e lembraram-se desse desagrado na semana seguinte.


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