Pesquisa analisa orgasmos, saúde sexual e atitudes sobre os genitais femininos

Pesquisa analisa orgasmos, saúde sexual e atitudes sobre os genitais femininos
O estudo também descobriu que os homens têm atitudes mais positivas sobre os órgãos genitais das mulheres do que as próprias mulheres.
[Imagem: Vênus, de Antonio María Esquivel]

Sexualidade sadia

As mulheres que têm sentimentos mais positivos sobre seus próprios órgãos genitais atingem mais facilmente o orgasmo e têm maior propensão em aderir a comportamentos mais saudáveis em relação à sua sexualidade, incluindo a realização de exames ginecológicos regulares e autoexames preventivos.

Esta é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Indiana (EUA) e publicado na edição de setembro do Internacional Journal of Sexual Health.

Imagem corporal da mulher

"Essas são importantes descobertas sobre a imagem corporal", disse Debby Herbenick, responsável pela pesquisa. "Nossa cultura muitas vezes retrata os órgãos genitais da mulher como sujos e necessitando frequentemente de limpeza e de higiene. Algumas mulheres podem ter tido maior exposição a tais mensagens negativas ou podem ser mais suscetíveis aos seus efeitos. "

O estudo de Herbenick criou uma escala para medir as atitudes dos homens e das mulheres em relação aos genitais femininos. Essa escala, escreve ela no estudo, poderia ser útil em terapias sexuais, nas definições médicas para ajudar a compreender melhor o processo de decisão envolvido nos cuidados e nos tratamentos ginecológicos, e nas definições da educação na área de saúde envolvendo a saúde das mulheres e de seus parceiros sexuais.

Os homens e os órgãos genitais femininos

O estudo também descobriu que os homens têm atitudes mais positivas sobre os órgãos genitais das mulheres do que as próprias mulheres.

"As mulheres são frequentemente mais críticas sobre seus próprios corpos - e sobre os corpos das outras mulheres - do que os homens, " disse Herbenick. "O que nós descobrimos neste estudo é que os homens em geral têm uma opinião muito mais positiva sobre uma variedade de aspectos envolvendo os órgãos genitais das mulheres, incluindo sua aparência, cheiro e textura."

Herbenick, que também é professora de educação sexual, sugere várias formas de aproveitamento das descobertas feitas em sua pesquisa:

Falando às filhas sobre seu corpo

Os pais podem pensar sobre como eles podem ajudar suas filhas a se sentirem melhor em relação aos seus corpos, ensinando-lhes, por exemplo, os nomes exatos das partes do seu corpo, incluindo os seus órgãos genitais (por exemplo, "vulva" e não "lá em baixo") e agir de forma favorável à sua autoexploração.

"Em vez de dizer, 'não tocar lá em baixo - é sujo ", os pais podem explicar para as suas filhas que não há nada de errado em tocar seus genitais, mas em espaços privados, como em seu próprio quarto ou no banheiro," disse Herbenick.

Visão positiva do próprio corpo

Os educadores na área de saúde deve encontrar formas que possam ensinar a homens e mulheres sobre seus corpos de forma positiva, discutindo abertamente como alguns produtos ou campanhas de marketing fazem as pessoas se sentir em relação aos seus próprios corpos.

O componente de pesquisa propriamente dita do estudo envolveu 362 mulheres e 241 homens, a maioria dos quais eram brancos/caucasianos e com idades entre 18 e 23.

Conexão entre mente, corpo e sexo

"Nosso estudo baseia-se em pesquisas anteriores que demonstram que o corpo e a mente são altamente conectados quando o assunto é o sexo," disse Herbenick.

"Quando as mulheres têm sensações mais positivas sobre seus órgãos genitais, elas costumam se sentir mais relaxadas, mais capazes para deixar as coisas fluírem e, portanto, mais propensas a experimentar o prazer e o orgasmo," conclui ela.


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