ONU inclui Brasil entre os grandes líderes da luta contra a AIDS

Liderança brasileira

O subsecretário da Organização das Nações Unidas (ONU), Michel Sidibé, afirmou nesta quinta-feira (26) que o Brasil é um dos grandes líderes no combate ao HIV/Aids e que essa luta deve continuar, mesmo com a crise econômica mundial.

Sidibé, que é diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) reuniu-se com parlamentares hoje, na Câmara dos Deputados, para discutir o acesso universal à prevenção e tratamento da aids.

Líder dos pobres

Para ele, o Brasil faz um bom trabalho ao oferecer tratamentos e serviços públicos de saúde na prevenção contra o vírus e a doença, mas o assunto precisa estar na pauta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião do G20 (grupo dos países em desenvolvimento), em Londres, no próximo dia 2.

Na opinião do representante da ONU, durante a reunião do G20, a discussão do tema não pode ficar "desfocada" por causa da atual conjuntura econômica internacional. "O Brasil deve, nesse cenário de crise global, continuar sendo o líder dos pobres", disse Michel Sidibé.

Debates e investimentos públicos

De acordo com Sidibé, o Brasil pode ajudar a realizar o objetivo da Unaids no momento, que é, por meio de investimentos e de debates públicos, atingir uma parcela da sociedade que hoje tem menos acesso aos programas de prevenção ao vírus HIV, como os presidiários, os usuários de drogas e as pessoas que vivem da prostituição.

Ele acredita que, com isso, haverá uma significativa redução dos casos de infecção e morte decorrentes do vírus. "Se todos nós trabalhássemos juntos, seríamos capazes, mesmo antes de 2010, de evitar em torno de 2,6 milhões de infecções no mundo. Seriamos capazes de evitar 1,3 milhão de mortes. Acredito que o momento é agora", afirmou.

Segundo a Unaids, cerca de US$ 10 bilhões já foram gastos com a prevenção e o tratamento da aids nos países desenvolvidos. Desse total, US$ 4 bilhões foram destinados à prevenção do HIV. Entretanto, o Unaids programa estima que esses valores devem pelo menos dobrar para que o acesso universal à prevenção do vírus seja alcançado.


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