Não tente segurar um espirro tapando nariz e boca

Não tente segurar um espirro tapando nariz e boca
O rompimento da garganta pela contenção de um espirro é um caso inédito, mas há outros efeitos bem conhecidos e tão ou até mais graves do que esse.
[Imagem: Wanding Yang et al. - 10.1136/bcr-2016-218906]

Melhor espirrar

Apertar o nariz e fechar a boca para conter um espirro não é uma boa ideia.

Um homem que fez isto teve como consequência o rompimento da parte de trás da garganta, deixando-o mal capaz de falar ou engolir e com dores consideráveis.

A ruptura espontânea da parte posterior da garganta é rara, e geralmente é causada por trauma ou, às vezes, por vômitos ou tosse intensa, de modo que os sintomas do homem de 34 anos inicialmente surpreenderam os médicos que o atenderam no setor de emergência.

O paciente explicou que tinha desenvolvido uma sensação de "estouro" no pescoço, que imediatamente inchou depois que ele tentou conter um espirro forte apertando o nariz e mantendo a boca fechada ao mesmo tempo.

Pouco depois, ele achou extremamente doloroso engolir e sua voz quase sumiu.

Ar nos tecidos

Quando os médicos o examinaram, ouviram sons crepitantes e estalidos, que se estendiam do pescoço até a caixa torácica - um sinal seguro de que as bolhas de ar encontraram um caminho para o tecido profundo e os músculos do peito, o que posteriormente foi confirmado por uma tomografia computadorizada.

Por causa do risco de complicações graves, o homem foi internado, onde foi alimentado por sonda e recebeu antibióticos intravenosos até o inchaço e a dor terem diminuído.

Após sete dias, ele estava bem o suficiente para receber alta - com o conselho de não bloquear ambas as narinas e a boca quando for espirrar no futuro.

Riscos de segurar um espirro

"Segurar os espirros bloqueando as narinas e a boca é uma manobra perigosa e deve ser evitada," alertaram os doutores Wanding Yang, Raguwinder Sahota e Sudip Das, da Universidade de Leicester (Reino Unido) que trataram o paciente e relataram o caso em um artigo publicado na revista médica BMJ Case Reports.

"Isso pode levar a numerosas complicações, como pseudomediastino [ar preso no peito entre os dois pulmões], perfuração da membrana timpânica [tímpano perfurado] e até ruptura de um aneurisma cerebral [vaso sanguíneo no cérebro]," detalharam os médicos.


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