Minibomba cardíaca pode tornar obsoletos transplantes do coração

Minibomba cardíaca pode tornar obsoletos transplantes do coração
O primeiro transplante de coração acabou de completar seu 50º aniversário - ele foi realizado em dezembro de 1967. Esta pequena bomba pode deixar essa prática para trás para muitos pacientes.
[Imagem: Thomas Shea]

Opção aos transplantes

"Este dispositivo, quando totalmente aperfeiçoado, poderá ter tanto impacto na sociedade quanto a vacina contra a poliomielite na década de 1950. As descobertas estão chegando muito rápido."

Foi assim que os doutores Ralph Metcalfe (Universidade de Houston) e William Cohn (Instituto do Coração do Texas) anunciaram uma bomba cardíaca de próxima geração para pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca.

O que distingue este pequeno aparelho de outros dispositivos é a sua capacidade de auxiliar o coração temporária ou permanentemente, permitindo que alguns pacientes evitem tanto o transplante de coração quanto o uso de uma bomba de assistência ventricular.

Embora possa se tornar também um suporte por toda a vida para o coração, a minibomba está sendo projetada para dar ao coração um descanso suficiente para que o próprio órgão possa se curar, sendo então retirada, uma opção inexistente na atual prática médica.

Para isso, o aparelho não se parece com as bombas grandes e pesadas das últimas décadas - é um pequeno dispositivo que pode ser implantado sem grandes cirurgias.

O objetivo é desenvolver tratamentos melhores e menos invasivos que possam ser usados no início do diagnóstico dos problemas cardiovasculares, muito antes de manifestações críticas de insuficiência cardíaca.

O pequeno dispositivo que a equipe está desenvolvendo cabe na palma da mão. Ele será implantado percutaneamente, o que significa que ele será passado através de uma incisão na pele, provavelmente na veia subclávia, logo abaixo do colo, e então levada para o septo atrial do coração (a parede separando os átrios esquerdo e direito). Hoje, a implantação de uma bomba cardíaca requer que o cirurgião faça uma grande incisão e abra o tórax do paciente.


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