Laboratório suíço diz ter produzido vacina contra gripe A H1N1

Laboratório suíço diz ter produzido vacina contra gripe A H1N1
O primeiro lote de 10 litros da vacina, a quantidade que a empresa anunciou ter produzido até agora, será utilizada em avaliações pré-clínicas.
[Imagem: Novartis]

Vacina contra influenza A

O laboratório suíço Novartis anunciou hoje (12) que conseguiu produzir o primeiro lote de uma vacina contra a influenza A (H1N1), inicialmente conhecida como gripe suína. Segundo nota divulgada pelo laboratório, o primeiro lote será destinado a análises preliminares.

Desenvolvimento celular

A empresa afirma ter produzido a vacina preliminar usando a técnica de desenvolvimento celular, que é mais rápida do que a técnica tradicional baseada na cultura em ovos.

A tecnologia de desenvolvimento celular de vacinas permite que a produção das vacinas seja iniciada assim que uma cepa de vírus seja identificada, sem a necessidade de adaptar o novo tipo vírus para a cultura em ovos.

10 litros da vacina

O primeiro lote de 10 litros da vacina, a quantidade que a empresa anunciou ter produzido até agora, será utilizada em avaliações pré-clínicas. As entidades governamentais precisam dar autorização para que os testes em humanos possam ser iniciados.

Os sábios

Segundo o assessor-técnico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jon Andrus, a vacina contra a influenza A (H1N1) só deverá ser disponibilizada para uso a partir de outubro, após passar por mais testes. Mesmo assim, o acesso a ela dependerá, ainda, da capacidade e da tecnologia de cada fabricante.

Segundo Andrus, a Opas já convocou o grupo chamado de "Os Sábios", com o objetivo de acelerar o processo de liberação da vacina para a população. "Eles vão analisar a situação da vacina e identificar as possíveis brechas existentes nos dados já analisados", disse o representante da Opas.

Primeiros a serem vacinados

Andrus informou que Os Sábios vão se reunir no dia 7 de julho, em Genebra (Suíça), para fazer uma primeira avaliação sobre os primeiros grupos a serem vacinados. "Informações preliminares indicam que serão necessárias duas doses da vacina. Mas para ela estar acessível às populações dependeremos da capacidade e da tecnologia de cada fabricante", disse.


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