Insegurança no emprego atrapalha saúde e produtividade

Insegurança no emprego atrapalha saúde e produtividade
As pesquisadoras recomendam que as empresas atuem de forma a ajudar seus funcionários, mesmo que surjam ameaças ao emprego.
[Imagem: Umich]

Preocupação com o emprego

Uma situação instável no emprego gera depressão nos trabalhadores, e o impacto pode ser especialmente contundente naqueles mais velhos.

Empregados que trabalham décadas sem qualquer garantia de que seus empregos não estão ameaçados demonstram níveis mais elevados de medo e aflição.

Ao contrário dos estudos anteriores, que rastrearam os trabalhadores por apenas alguns anos, pesquisadoras da Universidade de Michigan chegaram a essa conclusão depois de monitorar as mesmas pessoas durante 25 anos - de 1989 a 2011, os voluntários responderam questionários sobre como se sentiram durante a semana anterior e listaram quaisquer preocupações com a segurança do emprego.

"Nossos dados nos dão uma oportunidade única de examinar como a constante insegurança no trabalho está relacionada com um maior sofrimento psicológico na vida adulta", disse a professora Sarah Burgard.

Preocupação que adoece

Quando as pesquisadoras ajustaram os resultados com base na idade, raça e escolaridade, entre outros fatores, a saúde dos participantes mudou significativamente mais para aqueles que estavam persistentemente preocupados com a perda do emprego.

Além disso, os trabalhadores mais velhos sofreram mais devido às suas circunstâncias. Sarah disse que a discriminação de idade ou a percepção de um empregador de que os problemas de saúde poderiam se tornar mais prevalentes no final da vida podem colocar em risco a capacidade da classe mais velha em manter um emprego.

Os resultados indicam que o estresse da percepção de insegurança no emprego é ainda mais alto entre as minorias étnicas e as pessoas com baixo nível educacional.

Diálogo com os empregados

Para evitar essa sobrecarga emocional, com um consequente impacto negativo na produtividade, as pesquisadoras recomendam que as empresas atuem de forma a ajudar seus funcionários, mesmo que surjam ameaças ao emprego.

"É importante manter as pessoas informadas sobre o que está acontecendo. Não saber se um desligamento pode acontecer ou não é muito estressante," disse Sarah Seelye, coautora do estudo.

Fornecer informações sobre demissões iminentes ou mudanças de unidade, por exemplo, em vez de permitir a circulação de rumores, permite que os trabalhadores pensem sobre uma resposta e façam algum planejamento antecipado, complementa Sarah.

"Aqueles que carregam o maior fardo são aqueles que enfrentam a incerteza por mais tempo, e é importante pensar nos custos da reestruturação de uma força de trabalho e no suporte social de uma forma que não crie trabalhadores tão vulneráveis", disse ela.

O estudo foi publicado na revista médica Society and Mental Health.


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