Febre Amarela: Óbitos chegam a 20% dos casos

Casos e óbitos

O Ministério da Saúde informou que, até esta segunda-feira (23), foram registrados 421 casos suspeitos de febre amarela, sendo 87 mortes.

Do total, 357 casos permanecem em investigação, 63 foram confirmados e um descartado. Das 87 mortes notificadas, 34 foram confirmadas e 53 permanecem em investigação.

Os casos foram registrados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Distrito Federal. Essa disseminação aumentou os esforços para que o surto de febre amarela não se torne uma epidemia.

Febre amarela por estado

Minas Gerais é o estado com o maior número de registros até o momento. Foram 391 casos suspeitos em 39 municípios, com 58 já confirmados. Do total de casos confirmados, 31 evoluíram para óbitos. Outras 52 mortes continuam em investigação, totalizando 83 óbitos notificados.

O Espírito Santo notificou 19 casos em 12 municípios, sendo um óbito. Dos 19 registros, apenas um caso foi confirmado, que não evoluiu para óbito. Os outros 18 permanecem em investigação.

A Bahia notificou sete casos da febre amarela em três municípios. Um deles já foi confirmado, cinco permanecem em investigação e um foi descartado. Não há registro de mortes.

O estado de São Paulo confirmou três mortes por febre amarela, em três municípios.

Em 2016 foram confirmados sete casos de febre amarela, nos estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (2), sendo que cinco deles evoluíram para óbito. Até agora, todos os registros se referem à febre amarela silvestre, sem casos de transmissão em áreas urbanas - o último caso de transmissão urbana foi registrado em 1942 no estado do Acre.

Mosquitos e vacina

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África.

No meio rural e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya.

A principal medida de combate à doença é a vacinação. O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após 10 anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos nove meses e um reforço aos 4 anos.


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