Células da pele são convertidas em sangue e células imunes

Células da pele são convertidas em sangue e células imunes
Este é um passo importante rumo à criação de células humanas funcionalmente ativas.
[Imagem: Hui Cheng et al. - 10.1038/ncomms13396]

Sangue quase natural

Células da pele foram usadas pela primeira vez para produzir células sanguíneas e células do sistema imunológico.

Os pesquisadores sonham há tempos em produzir sangue sintético, ou artificial, tornando as doações - ou a falta delas, bem como os riscos associados - uma coisa do passado.

O que eles conseguiram agora ainda é apenas um passo nesse sentido, mas um passo importante: células do sangue de camundongos foram criadas pela conversão de células da pele desses animais, apesar de serem tipos muito diferentes de células.

"Isto representa um primeiro passo para a engenharia de novas células sanguíneas humanas a partir de células da pele ou fontes artificiais," destacou o professor Bing Lim, do Instituto de Genoma A*STAR de Cingapura.

Conversão entre tipos de células

Outras equipes já haviam conseguido fazer essa conversão de células da pele em células de sangue, mas as células sanguíneas produzidas duraram apenas duas semanas após serem injetadas de volta nos animais.

Agora, Lim e seus colegas de trabalho conseguiram produzir células derivadas da pele que duraram até quatro meses, que é quase metade do tempo de vida do animal.

A chave para o melhoramento foi a identificação de quatro fatores de transcrição - proteínas envolvidas na tradução de DNA em RNA e que ativam e desativam genes próximos ligando-se ao DNA - que "reprogramam" a pele do camundongo, fazendo com que ela se diferencie em diferentes tipos de células, do sangue e imunológicas.

"Isto tem importância prática não apenas para a medicina regenerativa em termos de potencialmente produzir uma fonte de sangue novo ou células imunes. Também é interessante a partir de uma perspectiva biológica fundamental que duas células muito diferentes, como pele e sangue, possam ser interconvertidas," disse Lim.

A equipe pretende continuar a melhorar seu protocolo usando os camundongos, mas já está de olho na extensão da técnica para células humanas.


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